Governo já espera rebaixamento da nota de crédito pela Moody’s

Agência Moody's é a mais conservadora entre as agências S&P e a Fitch
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Equipe econômica agora trabalha para evitar que o rebaixamento seja acompanhado de um viés negativo na classificação

A equipe econômica do governo já conta com a possibilidade de rebaixamento da nota de crédito do país pela agência de risco Moody’s, informa reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico nesta quarta-feira. No próximo mês, o analista sênior da agência Mauro Leos desembarca no Brail para fazer a análise anual das finanças do país.

“O rebaixamento não deve assustar o governo. Já está na conta. A discussão agora é o viês negativo”, afirmou uma fonte ao jornal sob condição de anonimato.

O viés negativo indica uma probabilidade maior de perda do grau de investimento numa próxima avaliação. A nota atual do Brasil na agência é “baa2”. Se rebaixada, o rating passa a ser “baa3”, último degrau dentro do grau de investimento. Fora dessa classificação, o país é excluído da lista de bom pagador e passa a pagar juros mais caros para contrair financiamentos.

Técnicos do governo preveem que não será uma tarefa fácil convencer a agência a não apontar a perspectiva negativa. Isso porque a análise será feita em um momento de incertezas quanto ao cumprimento da meta do superávit primário e de deterioração dos indicadores econômicos, sobretudo o de encolhimento da economia brasileira e o de queda na arrecadação.

Para impedir isso, o governo deve apresentar aos técnicos todas as medidas de ajuste fiscal que estão sendo implementadas pelo governo e cujos resultados só devem aparecer em 2016.

A agência Moody’s é considerada a mais conservadora das três grandes – as outras são a Standard & Poor’s e a Fitch Ratings. Foi ela a última a conceder o grau de investimento para o país em 2009.

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